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Organização5 min de leituraAndi Arapi

Quem responde por um desfibrilador instalado

Comprar um DEA é a decisão de uma tarde. Mantê-lo pronto é um compromisso que dura o que durar o equipamento, e precisa ser atribuído a uma pessoa com nome.

Uma pessoa, não um setor

O primeiro passo não é técnico: é escrever quem é o responsável pelo equipamento. Não «a diretoria», não «a manutenção»: uma pessoa, com um substituto para quando ela não estiver.

A razão é prática antes de ser formal. Os vencimentos de um DEA chegam com anos de distância: no meio mudam os fornecedores, muda-se de endereço, alguém se aposenta. Uma tarefa atribuída a um cargo genérico sobrevive à primeira mudança de organograma só por acaso.

Os rastros escritos servem a quem os tem

Uma checagem que não foi registrada, do ponto de vista de quem tiver que conferi-la depois, não aconteceu. Não é preciosismo: é o único jeito de uma pessoa que não seja você, meses depois, saber se aquela caixa foi olhada.

A forma importa pouco — um caderno pendurado ao lado da caixa funciona. Importa que haja data, quem e o que viu. E que alguém olhe esse registro antes de uma data vencer, não depois.

Dados

O que deveria conter uma linha de registro

As informações ordenadas pela frequência com que faltam nos registros que vimos.

  • Data da checagemquase sempre existe

    É o único campo que ninguém esquece, porque é o primeiro que se escreve.

  • Quem fezcostuma faltar

    Sem um nome, meses depois não há a quem perguntar o que a pessoa viu.

  • Estado da luzcostuma faltar

    «Checado» não diz nada. «Luz verde, caixa intacta, pás lacradas» diz.

  • Validades lidas na etiquetaquase nunca

    É o campo que transforma uma checagem em previsão: sem ele, descobre-se o vencimento no dia em que ele já passou.

Não é uma estatística: é uma lista de checagem em ordem de esquecimento.

O mínimo que se sustenta

Se tudo isso parece muito, aqui está a versão curta. São quatro coisas, e cabem em meio dia de trabalho, uma vez só.

  • Um responsável com nome, sobrenome e um substituto.
  • Uma lista dos equipamentos com as duas datas que contam: pás e bateria.
  • Um lembrete que dispara algumas semanas antes de cada vencimento, não no dia.
  • Um registro das checagens, mesmo em papel, com data e assinatura.

Quando vale a pena um sistema

Com um equipamento, uma planilha basta. Com cinco unidades e doze equipamentos, a planilha vira o problema: ninguém a abre, e as datas que contam são sempre as de outra pessoa.

O limite, na nossa experiência, fica em torno de três equipamentos ou duas unidades. Abaixo disso, um lembrete no calendário se sustenta. Acima, é preciso algo que avise sozinho — porque a questão não é ter as datas, é ser avisado enquanto ainda há tempo de fazer alguma coisa.

Para levar

  • A responsabilidade por um DEA é de uma pessoa com nome, não de um setor.
  • Uma checagem não registrada, para quem vier depois, não aconteceu.
  • Acima de três equipamentos ou duas unidades, uma planilha deixa de avisar a tempo.

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