Gestão6 min de leitura
Organização5 min de leituraAndi Arapi
Quem responde por um desfibrilador instalado
Comprar um DEA é a decisão de uma tarde. Mantê-lo pronto é um compromisso que dura o que durar o equipamento, e precisa ser atribuído a uma pessoa com nome.
Uma pessoa, não um setor
O primeiro passo não é técnico: é escrever quem é o responsável pelo equipamento. Não «a diretoria», não «a manutenção»: uma pessoa, com um substituto para quando ela não estiver.
A razão é prática antes de ser formal. Os vencimentos de um DEA chegam com anos de distância: no meio mudam os fornecedores, muda-se de endereço, alguém se aposenta. Uma tarefa atribuída a um cargo genérico sobrevive à primeira mudança de organograma só por acaso.
Os rastros escritos servem a quem os tem
Uma checagem que não foi registrada, do ponto de vista de quem tiver que conferi-la depois, não aconteceu. Não é preciosismo: é o único jeito de uma pessoa que não seja você, meses depois, saber se aquela caixa foi olhada.
A forma importa pouco — um caderno pendurado ao lado da caixa funciona. Importa que haja data, quem e o que viu. E que alguém olhe esse registro antes de uma data vencer, não depois.
Dados
O que deveria conter uma linha de registro
As informações ordenadas pela frequência com que faltam nos registros que vimos.
- Data da checagemquase sempre existe
É o único campo que ninguém esquece, porque é o primeiro que se escreve.
- Quem fezcostuma faltar
Sem um nome, meses depois não há a quem perguntar o que a pessoa viu.
- Estado da luzcostuma faltar
«Checado» não diz nada. «Luz verde, caixa intacta, pás lacradas» diz.
- Validades lidas na etiquetaquase nunca
É o campo que transforma uma checagem em previsão: sem ele, descobre-se o vencimento no dia em que ele já passou.
Não é uma estatística: é uma lista de checagem em ordem de esquecimento.
O mínimo que se sustenta
Se tudo isso parece muito, aqui está a versão curta. São quatro coisas, e cabem em meio dia de trabalho, uma vez só.
- Um responsável com nome, sobrenome e um substituto.
- Uma lista dos equipamentos com as duas datas que contam: pás e bateria.
- Um lembrete que dispara algumas semanas antes de cada vencimento, não no dia.
- Um registro das checagens, mesmo em papel, com data e assinatura.
Quando vale a pena um sistema
Com um equipamento, uma planilha basta. Com cinco unidades e doze equipamentos, a planilha vira o problema: ninguém a abre, e as datas que contam são sempre as de outra pessoa.
O limite, na nossa experiência, fica em torno de três equipamentos ou duas unidades. Abaixo disso, um lembrete no calendário se sustenta. Acima, é preciso algo que avise sozinho — porque a questão não é ter as datas, é ser avisado enquanto ainda há tempo de fazer alguma coisa.
Para levar
- A responsabilidade por um DEA é de uma pessoa com nome, não de um setor.
- Uma checagem não registrada, para quem vier depois, não aconteceu.
- Acima de três equipamentos ou duas unidades, uma planilha deixa de avisar a tempo.
Continue lendo
Riscos7 min de leitura
Os jeitos pelos quais um DEA deixa de ser útil
Os mesmos prazos, mas com alguém lembrando você
O SOS DAE Gestão reúne equipamentos, unidades, prazos e documentos em um lugar só, e avisa antes de uma data passar.